terça-feira, 31 de agosto de 2010

Organização Financeira: necessária e lucrativa para as empresas



Novas empresas normalmente nascem de ideias de negócios de empresários que dominam a técnica de como produzir um bem ou executar um serviço. A grande maioria não é administrador e não domina os métodos de administração financeira. Entretanto, para que o crescimento da empresa ocorra sem risco é necessária a organização financeira para o acompanhamento, o ajuste e a projeção dos resultados.

Administração financeira, mais do que uma série de números, deve ser uma ferramenta para a tomada de decisão. É preciso organizar as contas a pagar, a receber, os juros, empréstimos, inadimplência, caixa e folha de pagamento. Porém, não basta controlar os dados, é preciso saber extrair as informações necessárias para tomar decisões sobre o futuro. Entre as ferramentas disponíveis, as mais importantes são o fluxo de caixa e a demonstração de resultados.

A principal função da demonstração de resultado é informar qual o lucro (ou prejuízo) dentro de um determinado período. Por incrível que pareça, boa parte dos pequenos empresários não sabe de fato o quanto o seu negócio gera de capital. Contudo, este simples instrumento de controle fornece outras informações como: os custos fixos em comparação ao faturamento, se descontos de duplicatas e cheques estão gerando despesa elevadas, se o preço de venda é adequado ou se há problemas nos cálculos de custos.

Já o fluxo de caixa tem como função informar a movimentação diária de recursos financeiros. Com um fluxo de caixa organizado, o empresário saberá exatamente o saldo do seu caixa numa data futura. Um fluxo de caixa negativo pode significar que a empresa está trabalhando com prazos de pagamento muito longos, com juros elevados decorrentes de empréstimos ou descontos de cheques ou duplicatas, com despesas que ultrapassam a possibilidade do caixa em determinadas datas. Por outro lado, quando o saldo do fluxo é positivo significa que a empresa está conseguindo arcar com todas as suas obrigações.


Autor: Deonir Tomaselli, especialista em finanças da Traders em Ação.
Fonte: Economia SC: www.economiasc.com.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A chave para a inovação


Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes.

Há alguns bilhões de anos uma sopa química deu origem a vida em nosso planeta. Antigas formas de vida foram ficando mais e mais sofisticadas por meio de três simples mecanismos (mutação, cruzamento e seleção), fantasticamente explicados por Darwin, em 1859. Alguns organismos começaram a desenvolver estruturas neurais, capacidade de se comunicar e de criar ferramentas. Desenvolvemos a capacidade do design, de criar o novo, também criamos a arte, a ciência e a tecnologia, com a qual dominamos todas as outras formas de vida. Com a capacidade de criar aceleramos ainda mais o processo e ganhamos escala.

Mudamos tudo a nossa volta e criamos um modelo de vida além do que os recursos do planeta seriam capazes de sustentar. Alguém poderia dizer: “É porque somos muitos!”, mas será que é por isto mesmo? Se compararmos a biomassa humana com a biomassa das formigas, por exemplo, as formigas pesam de três a quatro vezes mais que nós. Seria o equivalente a ter 30 bilhões de pessoas no planeta atualmente. Também, alguém poderia dizer: “É porque não tem dinheiro para todo mundo!”, mas será que é falta de dinheiro? Lembro-me do Ted Turner, criador da CNN, dizer que os trilhões de dólares gastos na guerra-fria seriam suficientes para todo ser humano viver no paraíso material, ou seja, não é porque somos muitos ou porque não temos dinheiro, mas sim pelo modelo de vida que escolhemos.

Podemos pensar a tecnologia, a comunicação e a competição do mundo atual como partes de um processo similar aos usados na seleção natural. A tecnologia atua como um mecanismo de mutação e constantemente gera novas possibilidades. A comunicação e a conectividade permitem a combinação de ideias equivalente a um mecanismo de cruzamento. E, por fim, a competição dos mercados atua como um grande processo de seleção, decidindo o que sobrevive e passa para a próxima geração. Uma dinâmica capaz de nos manter em constante revolução e de criar toda essa diversidade de ideias, produtos, serviços e experiências que estamos presenciando.

Darwin nunca disse que era o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, o que ele nos disse foi: “Quem sobrevive é quem está mais preparado para mudanças, ou seja, o mais adaptável”. Em um mundo de extrema competição como o que estamos vivendo, pessoas e organizações precisam aprender a se adaptar, cada vez mais rápido.

O que determina o sucesso de uma organização é a capacidade de atrair a atenção dos consumidores para as suas ideias, produtos ou serviços. E, para isso, é preciso se diferenciar. A essência da inovação é a busca pela diferenciação. A tentativa de deixar o cardume e buscar uma nova alternativa. Algo que, até então, não acontece na tecnologia ou em qualquer outro lugar, mas exclusivamente em nossas mentes. Uma capacidade que não dá para ser percebida pelo exterior. Não importa a idade, a origem, o sexo ou a cor da gravata, mas envolve a capacidade de navegar no problema sem se perder; modelar o todo e as partes, fazer as perguntas certas, nas horas certas; vencer aparentes contradições; manter a mente de criança; arriscar; e, assim, criar e contar uma nova história.

Conhecimento é a chave para abrir as portas da inovação e está diretamente ligado com a qualidade de nossas fontes e o treinamento intelectual que nos colocamos. Se procurarmos ideias radicalmente diferentes, nossa perspectiva precisa ser radicalmente diferente. Richard Feynman, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1965, costumava dizer que se colocava no lugar de marcianos para se perguntar: “O que eles iriam achar se encontrassem tal problema?”

Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes a atingir todo seu potencial. Não adianta comprar máquinas, processos, sistemas e não trabalhar o indivíduo. Trata-se da tarefa mais importante para os líderes de hoje. Em inovação não existem fórmulas. Antes de criar as inovações, precisamos criar os inovadores.


Autor: Charles Bezerra (Diretor-executivo do Gad’Innovation. Possui Ph.D. em Design pelo Illinois Institute of Technology e trabalhou como consultor de inovação em vários projetos internacionais para empresas como Steelcase, Sabre Holdings e Marriott Hotels. Foi gerente de design para América Latina da Motorola e ganhou o prêmio de ouro no IDEA’08. Também é autor do livro “O designer humilde: lógica e ética para inovação”) 

Fonte: Portal HSM Online: http://br.hsmglobal.com/notas/57947-a-chave-inovacao

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Chamada Programa EMPRESAS S/A de 22 de Agosto de 2010



 
Dia 22 de agosto, às 8 da manhã, na Rede Jovem
Record - TV Jovem Palmas - Canal 7 em Palmas, TV Jovem Gurupi - Canal 6 em Gurupi e TV Jovem Araguaína Canal 2 em Araguaína.