quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A chave para a inovação


Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes.

Há alguns bilhões de anos uma sopa química deu origem a vida em nosso planeta. Antigas formas de vida foram ficando mais e mais sofisticadas por meio de três simples mecanismos (mutação, cruzamento e seleção), fantasticamente explicados por Darwin, em 1859. Alguns organismos começaram a desenvolver estruturas neurais, capacidade de se comunicar e de criar ferramentas. Desenvolvemos a capacidade do design, de criar o novo, também criamos a arte, a ciência e a tecnologia, com a qual dominamos todas as outras formas de vida. Com a capacidade de criar aceleramos ainda mais o processo e ganhamos escala.

Mudamos tudo a nossa volta e criamos um modelo de vida além do que os recursos do planeta seriam capazes de sustentar. Alguém poderia dizer: “É porque somos muitos!”, mas será que é por isto mesmo? Se compararmos a biomassa humana com a biomassa das formigas, por exemplo, as formigas pesam de três a quatro vezes mais que nós. Seria o equivalente a ter 30 bilhões de pessoas no planeta atualmente. Também, alguém poderia dizer: “É porque não tem dinheiro para todo mundo!”, mas será que é falta de dinheiro? Lembro-me do Ted Turner, criador da CNN, dizer que os trilhões de dólares gastos na guerra-fria seriam suficientes para todo ser humano viver no paraíso material, ou seja, não é porque somos muitos ou porque não temos dinheiro, mas sim pelo modelo de vida que escolhemos.

Podemos pensar a tecnologia, a comunicação e a competição do mundo atual como partes de um processo similar aos usados na seleção natural. A tecnologia atua como um mecanismo de mutação e constantemente gera novas possibilidades. A comunicação e a conectividade permitem a combinação de ideias equivalente a um mecanismo de cruzamento. E, por fim, a competição dos mercados atua como um grande processo de seleção, decidindo o que sobrevive e passa para a próxima geração. Uma dinâmica capaz de nos manter em constante revolução e de criar toda essa diversidade de ideias, produtos, serviços e experiências que estamos presenciando.

Darwin nunca disse que era o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, o que ele nos disse foi: “Quem sobrevive é quem está mais preparado para mudanças, ou seja, o mais adaptável”. Em um mundo de extrema competição como o que estamos vivendo, pessoas e organizações precisam aprender a se adaptar, cada vez mais rápido.

O que determina o sucesso de uma organização é a capacidade de atrair a atenção dos consumidores para as suas ideias, produtos ou serviços. E, para isso, é preciso se diferenciar. A essência da inovação é a busca pela diferenciação. A tentativa de deixar o cardume e buscar uma nova alternativa. Algo que, até então, não acontece na tecnologia ou em qualquer outro lugar, mas exclusivamente em nossas mentes. Uma capacidade que não dá para ser percebida pelo exterior. Não importa a idade, a origem, o sexo ou a cor da gravata, mas envolve a capacidade de navegar no problema sem se perder; modelar o todo e as partes, fazer as perguntas certas, nas horas certas; vencer aparentes contradições; manter a mente de criança; arriscar; e, assim, criar e contar uma nova história.

Conhecimento é a chave para abrir as portas da inovação e está diretamente ligado com a qualidade de nossas fontes e o treinamento intelectual que nos colocamos. Se procurarmos ideias radicalmente diferentes, nossa perspectiva precisa ser radicalmente diferente. Richard Feynman, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1965, costumava dizer que se colocava no lugar de marcianos para se perguntar: “O que eles iriam achar se encontrassem tal problema?”

Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes a atingir todo seu potencial. Não adianta comprar máquinas, processos, sistemas e não trabalhar o indivíduo. Trata-se da tarefa mais importante para os líderes de hoje. Em inovação não existem fórmulas. Antes de criar as inovações, precisamos criar os inovadores.


Autor: Charles Bezerra (Diretor-executivo do Gad’Innovation. Possui Ph.D. em Design pelo Illinois Institute of Technology e trabalhou como consultor de inovação em vários projetos internacionais para empresas como Steelcase, Sabre Holdings e Marriott Hotels. Foi gerente de design para América Latina da Motorola e ganhou o prêmio de ouro no IDEA’08. Também é autor do livro “O designer humilde: lógica e ética para inovação”) 

Fonte: Portal HSM Online: http://br.hsmglobal.com/notas/57947-a-chave-inovacao

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Chamada Programa EMPRESAS S/A de 22 de Agosto de 2010



 
Dia 22 de agosto, às 8 da manhã, na Rede Jovem
Record - TV Jovem Palmas - Canal 7 em Palmas, TV Jovem Gurupi - Canal 6 em Gurupi e TV Jovem Araguaína Canal 2 em Araguaína.

domingo, 15 de agosto de 2010

Empresas S/A estréia no próximo domingo na TV

Estréia Domingo, 22 de Agosto de 2010 na Rede Record do Tocantins para as praças de
Palmas, Araguaína e Gurupi.


Um programa de televisão semanal, com um conteúdo dinâmico e diferenciado, com foco no mundo dos negócios e empresarial. Essa é a proposta do Empresas S/A.

Com o objetivo de ser uma fonte confiável e sólida de informações para empresas, empreendedores e pessoas que buscam conhecimento e informação sobre assuntos empresariais e econômicos, no programa serão discutidos e abordados temas que alimentam o espírito empreendedor, apresentando oportunidades, dicas, orientações, tendências de mercado e “cases” de sucesso.

Através de entrevistas, debates com especialistas, coberturas de eventos e matérias especiais, esta revista eletrônica com formato jornalístico busca a excelência na informação e na notícia para todos os níveis empresariais.

Você, que já nos acompanha no mundo virtual pelo site: www.empresassa.com.br, comunidade no Orkut e Twitter (@empresassa), agora poderá contar com mais essa fonte de informações. Na homepage além dos artigos e matérias, dicas, calendário de eventos e indicações de livros e filmes, você também terá acesso às entrevistas e reportagens exibidas no programa semanal de televisão.

Através do nosso email: contato@empresassa.com.br, e do nosso twitter (www.twitter.com/empresassa) você pode participar do programa de tv e do site, enviando suas dúvidas, sugestões e comentários.

O programa estréia no próximo domingo, dia 22 de agosto, às 08h, na Rede Jovem Palmas do Tocantins, afiliada à Rede Record, abrangendo as três maiores praças do estado: Palmas (capital), Araguaína e Gurupi.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Conveniência e Franchising: franquia de postos de serviço

O segmento das lojas de redes de postos de serviços, as chamadas lojas de conveniência, não para de crescer. Em média, são realizadas 2,5 bilhões de operações de abastecimento de combustíveis ao ano com faturamento anual de mais de R$ 162 bilhões. Os bons resultados do setor atraem novos investimentos das grandes bandeiras distribuidoras, que vêem seus fluxos de venda de combustíveis aumentarem de 15% a 30% quando possuem uma unidade por meio de redes de franquia.

Uma loja de conveniência é um pequeno estabelecimento comercial, muitas vezes funcionando em regime de franquia, localizada quase sempre em postos de abastecimento, estações ferroviárias ou de embarque, ou ruas movimentadas. Representam uma forma de se criar uma receita adicional e também de atrair novos consumidores para estes lugares.

O mercado de lojas de conveniência vem crescendo ano a ano acompanhando o caminho do franchising refletindo uma expansão de 20% ao ano, no conceito Store in Store com um faturamento de quase R$ 200 milhões ao mês.

Lojas como a Americana Express, 5 à Sec, BR Mania (Petrobrás), AM/PM (Ipiranga) possuem até 700 itens e oferecem uma série de novos serviços. A rede de lanchonetes Bob's, pioneiro de fast-food nesse tipo de negócio, inaugurou a primeira unidade em 1997 num posto Shell. A presença destes tipos de serviços, além de aumentar o faturamente mensal atrai clientes para o local. O sucesso ficou comprovado durante a edição realizada na semana passada da Feira de Postos de Combustíveis, Equipamentos e Lojas de Conveniência, em Brasília.

“Conveniência significa comodidade de acesso e pronta disponibilidade de produtos exatamente na hora em que o consumidor pode deles precisar ou, por efeito de impulso, pode ser induzido a desejar”, ensina o presidente da Associação Brasileira de Franchising do Rio de Janeiro (ABF-Rio), Alain Guetta.

O consultor em franchising completa que este fator é singular e tornar-se o diferencial mais relevante na decisão de compra do consumidor. “Pela conveniência, os consumidores normalmente estarão até dispostos a pagar um pouquinho mais”, explica Guetta.

No livro Conveniência e Franchising – O canal do varejo contemporâneo – Franquia de postos de serviço (Editora Lumen Júris) o advogado especialista em legislação de franquias, Luiz Felizardo Barros, comenta os aspectos jurídicos e legais das lojas de conveniência no Brasil, traçando um panorama econômico e operacional dos postos de gasolina, e analisando a vinculação de determinada bandeira de uma distribuidora aos postos como forma de franquia. Ideal para quem deseja saber mais sobre o setor.


Serviço
Associação Brasileira de Franchising (ABF-Rio) - Av. Treze de Maio, 23 Gr. 401 - Centro, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2292-5104 (21) 2292-5104 Site: http://www.abfrj.com.br/

Advocacia Felizardo Barroso & Associados - Av. Rio Branco 147/20° andar, Rio de Janeiro - CEP: 20040-006. Telefone: (21) 2157-0773 (21) 2157-0773 Site: http://www.felizardo.com/


Materia enviada por:
Mark Assessoria & Comunicação
Fernanda Con'Andra - Atendimento
Adriana Santos - Coordenação
Hanriette Soares - Diretora de Comunicação
Escritórios:
São Paulo - Av. Brigadeiro Faria Lima, 628 - Conjunto 23 - Jardim Paulistano - CEP 01452-913 - Tel.: (11) 3438-4006 (11) 3438-4006
Rio de Janeiro - Av. das Américas, 1650 - Bloco 04 - Sala 304 - Barra - CEP 22640-101 - Tel.: (21) 2495-2401/7843-7335/Rádio 32*10774
www.markassessoria.com.br

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Trabalho remoto também é para pequenas empresas


A BabelTeam, empresa de pequeno porte que atua no segmento de marketing de busca, possui um escritório físico com apenas duas pessoas e um grupo de outros 17 funcionários espalhados por todo o Brasil e também fora do País. Todos precisam estabelecer comunicação instantânea, realizar trabalhos de colaboração e apresentações de forma remota.

A empresa usa solução da Cisco de trabalho remoto e utiliza recursos de videoconferência para colaborar, comercializar, treinar e realizar reuniões. Além disso, compartilham documentos em ambiente de colaboração, discutem estratégias e mostram propostas aos clientes. “Tudo isso sem custos de manutenção de uma infraestrutura de escritório ou mesmo de deslocamento”, diz o diretor da companhia, Jorge Aldrovandi.

O exemplo da BabelTeam ainda não é muito seguido pelas empresas, como mostra reportagem de Computerworld. Além de questões relacionadas a RH, falta conhecimento, por parte do mercado, sobre o que a tecnologia oferece, em termos de colaboração e uso de infraestrutura.

As empresas de maior porte que lideram a adoção dessas tecnologias são os próprios fornecedores. Na Orange, por exemplo, cerca de 90% dos funcionários trabalham remotamente. E para alcançar a complexa rede da empresa e manter contato com seus pares, basta que os funcionários contem com uma conexão internet em casa ou em hotspots de acesso à internet.

A conexão à rede é feita por meio de uma conexão privada, graças a um concentrador instalado na infraestrutura da empresa. O acesso é atualizado por dispositivos de segurança chamados tokens e, uma vez dentro da rede, os funcionários acessam qualquer dispositivo interno, de acordo com suas permissões no diretório de usuários.

“Desde 2005 a rede tem essa política de trabalho remoto no Brasil, que é global, e os resultados são muito bons no que diz respeito à qualidade da produção”, afirma Wagner Bernardes, gerente de consultoria e integração da companhia.

A Cisco, também fornecedora e usuária de soluções de trabalho remoto, é reconhecida por contar com funcionários espalhados geograficamente. Na empresa, os funcionários possuem ramais que funcionam diretamente no computador ou que são desviados para um telefone celular. Na mesma interface de software, os funcionários têm acesso à rede, a arquivos de colaboração, videoconferência, e-mail e mensageria. O software utilizado é o WebEx, também oferecido como serviço para o mercado.

Segundo o diretor de novas tecnologias Cisco, Marcelo Leite, as soluções são bastante acessíveis às pequenas empresas e podem custar a partir de 100 reais por usuário. “É um valor interessante se levar em consideração os gastos que as companhias têm para manter um posto de trabalho”, argumenta.

E a conta não leva em consideração os impactos ambientais: o simples fato de se deslocar para trabalhar em escritórios distantes de casa ou realizar reuniões causam impacto no meio ambiente. O site http://www.seegreennow.com/, mantido pela Tandberg, oferece uma calculadora para que se calcule quanto cada viagem gera em emissões de carbono. Além disso, em uma cidade como São Paulo, com trânsito intenso, o trabalho remoto pode se mostrar uma boa opção para ganhar tempo.

O que a empresa precisa ter para manter estrutura remota?

- Servidor de autenticação do usuário;

- Concentrador para receber solicitações de conexões privadas (VPN);

- Prover uma forma de que o usuário forneça credenciais eletrônicas, como senhas de tokens;
- O custo da solução é variável.

Cuidados

Embora seja o sonho de muitos profissionais, o trabalho remoto traz suas desvantagens. Uma delas é que nunca é possível saber ao certo se as informações da empresa estão 100% seguras. Apesar de possuir diversos meios para autenticação, o simples fato de trabalhar em local público pode colocar informações em risco.

O outro, mais relacionado a recursos humanos, é a falta de contato com colegas, o que pode prejudicar o desenvolvimento de habilidades pessoais ou deixar profissionais descontentes. "Mesmo que haja política de trabalho remoto, é importante criar condições de contatos pessoais, mantendo um escritório físico", alerta Bernardes.

Autor: Rodrigo Afonso
Fonte: Revista INCorporativa - http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=3470